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Apontando algumas expectativas para 2017, Henrique Joaquim, Presidente da Comunidade Vida e Paz, diz que no país “em termos de ambiente nota-se uma certa distensão, mas em temos do concreto, da ajuda, era necessário fazer muito mais”.

Para o Presidente desta instituição da igreja católica de apoio aos sem abrigo, “há pessoas que continuam a necessitar das politicas sociais mais básicas, do rendimento social de inserção, e a necessitar mais”.

“No concreto do dia-a-dia a crise passou para muita gente, e ainda bem, mas para aqueles que são o nosso foco nós não notamos que ela tenha passado”, diz o Presidente da CVP que deixa um alerta: “Em termos de apoio, diria moral, se calhar ele sente, em termos de ânimo, sente-se, mas em termos de apoio real e concreto, ele continua exatamente o mesmo”.

Uma referência aos apoios do Estado que tem feito “reversões nalguns campos, mas neste concretamente, ela é praticamente nula”, diz Henrique Joaquim em entrevista ao nosso correspondente Domingos Pinto.

O Presidente da CVP lamenta que às vezes o trabalho desta instituição de solidariedade social seja “penalizado, quer pela omissão, quer por algumas atitudes que mais atrapalham do que facilitam,” e considera ainda que “as opções por aqueles que mais necessitam poderiam ser uma prioridade”.

 

In: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/01/05/portugal_crise_continua_%E2%80%9Cde_uma_forma_cr%C3%B3nica%E2%80%9D/1283736