“No mesmo dia da Festa da Comunidade, dei por mim na situação de sem-abrigo. Um momento triste na história da minha vida… mas, no meio de alguma tristeza dei por mim envolvido numa Festa…
No mesmo dia da Grande Festa de Natal, a Comunidade foi para mim um abrigo. Senti uma porta aberta, onde fui acolhido, recebido, compreendido e até acarinhado.
Senti como se fosse alguém que tinha de lá estar, a participar numa Festa Solidária para as pessoas sem-abrigo. Senti que a Festa era também minha, pois também eu fui acolhido naquele momento.
Três dias que me fizeram esquecer o que me fez ficar na rua…
Muita festa, muita alegria, encontros de pessoas com histórias de vida parecidas.

Houve Deus naquele lugar onde decorreu a Festa…”